Senado avança na formalização das guardas municipais como polícias locais

PEC reconhece oficialmente as guardas como parte do sistema de segurança pública e permite uso do nome “polícia municipal” pelos municípios

O Senado Federal aprovou em primeiro turno, nesta semana, o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) que inclui as guardas municipais no rol oficial dos órgãos de segurança pública. A medida também autoriza que as prefeituras passem a adotar o nome “polícia municipal” para suas corporações — decisão que mexe com a estrutura do artigo 144 da Constituição e marca um novo capítulo na presença das guardas nas ruas das cidades.

A proposta foi apresentada pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e já havia recebido sinal verde da Comissão de Constituição e Justiça no ano passado. Agora, em rito acelerado, deve ser votada em segundo turno ainda nesta sessão. A tramitação ganhou velocidade após o Supremo Tribunal Federal ter reconhecido, em julgamento recente, a possibilidade de as guardas atuarem como força policial — ainda que sem função de investigação.

De acordo com o texto da PEC, caberá às guardas municipais a proteção de bens, serviços e instalações; o policiamento ostensivo local e comunitário; ações de segurança em seus territórios; e a colaboração com os demais órgãos do sistema. Trata-se de uma formalização de atribuições que, na prática, já vêm sendo exercidas há anos em dezenas de cidades do país.

O texto deixa claro, no entanto, que essas corporações continuam sendo de natureza civil e não podem exercer função de polícia judiciária. Também estabelece que estarão sujeitas ao controle externo do Ministério Público — uma forma de assegurar mecanismos de fiscalização e limitar abusos.

Além disso, os municípios poderão, mediante lei local, optar por diferentes denominações: “polícia municipal”, “guarda civil”, “guarda civil municipal”, “guarda metropolitana” ou “guarda civil metropolitana”. A mudança de nome, porém, não virá acompanhada de atalho na contratação: a PEC exige que os novos quadros sejam preenchidos exclusivamente por concurso público ou pela transformação dos cargos já ocupados por guardas municipais efetivos.

A ampliação do papel das guardas municipais não é um fenômeno recente. De forma gradual, e quase sempre em resposta à ausência do Estado nas periferias e à sobrecarga das polícias, muitas prefeituras passaram a investir em estrutura, treinamento e armamento dessas corporações. Um levantamento feito nas capitais do país mostra que 22 delas mantêm guardas municipais em operação — e 21 já possuem armamento letal. Em cidades como São Paulo, Vitória, Goiânia e Curitiba, o efetivo já conta com fuzis.

Em abril deste ano, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou uma emenda à Lei Orgânica da cidade que autoriza o armamento da guarda local. A decisão acompanhou uma tendência nacional: leis municipais, decretos e portarias estaduais vêm, ao longo dos últimos anos, conferindo às guardas poderes operacionais de polícia e, em alguns casos, até mesmo a presença em operações de alto risco.

“O reconhecimento das guardas como parte da estrutura de segurança pública é um passo necessário diante da realidade nas ruas. É uma medida que confere respaldo jurídico à atuação já existente e reforça a integração entre os entes federativos”, afirmou Veneziano, autor da proposta.

Com a mudança, as guardas passam a integrar oficialmente o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), em cooperação com as polícias Militar e Civil, mas sem sobreposição de funções. A atuação será voltada à segurança urbana, com ênfase na prevenção, na presença comunitária e na defesa dos espaços públicos.

O texto também responde a uma cobrança antiga de prefeitos, guardas e parte da população: dar identidade institucional a quem, há muito tempo, já deixou de ser apenas vigia de patrimônio.

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Redação Espírito Santo Sem Limite

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Um trágico episódio de violência familiar abalou a cidade de Itumbiara (GO) na madrugada desta quinta-feira (12). O secretário de Governo da prefeitura, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, atirou contra os seus dois filhos dentro da residência da família e, em seguida, cometeu suicídio, conforme informado pela Polícia Civil de Goiás.

O filho mais velho, de 12 anos, identificado como Miguel Araújo Machado, foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho (HMMC), mas não resistiu aos ferimentos. O filho mais novo, de 8 anos, foi encaminhado ao Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos, passou por cirurgia e chegou a ser internado em estado grave, mas posteriormente sua morte também foi confirmada em alguns relatos, enquanto outras fontes ainda mencionam estado crítico.

As autoridades informaram que não há indícios da participação de terceiros no caso, e a investigação corre sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios da Polícia Civil, que instaurou procedimento para esclarecer todos os detalhes do ocorrido.

Horas antes do episódio, Thales publicou em suas redes sociais um vídeo com os filhos e declarações de amor, incluindo mensagens nas quais aparecia junto às crianças em momentos familiares. Em outra publicação, ele mencionou dificuldades pessoais e um possível fim do relacionamento com a mãe das crianças, o que, segundo reportagens locais, poderia ter relação com o desfecho trágico, embora a motivação exata siga sob investigação.

Thales era casado com Sarah Tinoco Araújo, filha do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo (União Brasil), o que aumentou a comoção na cidade. Diante da tragédia, a Prefeitura de Itumbiara decretou luto oficial de três dias, suspendendo eventos e atividades públicas em respeito às vítimas e seus familiares.

O episódio provocou forte comoção na comunidade local e reacende debates sobre saúde mental, violência familiar e prevenção, reforçando a necessidade de atenção e apoio a situações de sofrimento emocional e conflitos pessoais.

Novos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no contexto das investigações sobre o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais antes de sua morte em 2019, incluem menções a nomes de brasileiros e instituições do Brasil, o que tem atraído atenção da mídia e do público.

É importante destacar que constar nos documentos não significa envolvimento em atividades criminosas. Os arquivos incluem e-mails, registros de agenda e outras comunicações que podem mostrar contatos pontuais, menções ou referências, e passam a ser analisados por autoridades e pesquisadores no mundo todo.

Entre os brasileiros mencionados estão:

  • Luciana Gimenez – O nome da apresentadora surgiu em registros que indicam transferências financeiras entre 2014 e 2019 nas quais ela aparece como destinatária. Luciana publicou comunicado em redes sociais negando qualquer ligação com Jeffrey Epstein e afirmando que nunca manteve contato com ele, além de repudiar as atividades ilegais atribuídas ao financista.
  • Izabel Goulart – A modelo foi citada em uma troca de e-mails de 2011 em que Epstein mencionou que ela teria se hospedado em um de seus apartamentos em Nova York. A defesa de Izabel afirmou que ela jamais esteve em propriedades de Epstein, explicando que, quando foi morar nos Estados Unidos para trabalhar, dividiu apartamento com outras modelos em imóvel cedido pela agência que a representava.
  • Eike Batista e Luma de Oliveira – Os arquivos também citam o empresário e sua ex-esposa em correspondências de agosto de 2012, mas a assessoria de Eike afirmou que ele nunca conheceu Epstein e que a menção teria caráter incidental, sem relevância concreta.
  • Arthur Casas – O arquiteto aparece em mensagens que indicam conversas entre seu estúdio e representantes ligados a Epstein sobre uma possível reforma na ilha particular do financista no Caribe. Em nota, sua equipe confirmou que realizou uma visita técnica, mas que o projeto não evoluiu e nenhum serviço foi realizado.
  • Silvio Santos – Uma cena antiga exibida em seu programa também está presente nos arquivos, mas não há indicações de participação direta ou contextualização clara que a relacione a atividades ilícitas.

Especialistas e autoridades ressaltam que nomes incluídos nos documentos podem refletir referências profissionais, contatos ou aparições em registros que não necessariamente apontam envolvimento com o esquema criminoso que motivou a investigação original de Epstein.

A divulgação contínua desses arquivos tem gerado repercussão internacional e local, levantando debates sobre transparência, responsabilidade e interpretação correta das informações. Até o momento, nenhum dos brasileiros citados foi associado formalmente a crimes ligados ao caso Epstein.

O transporte escolar universitário de Vargem Alta tem sido alvo de reclamações por parte de estudantes que utilizam o serviço para se deslocar até instituições de ensino superior em Cachoeiro de Itapemirim. Segundo relatos, a linha atualmente realiza apenas o trajeto pela via principal, deixando de atender comunidades do interior do município.
Com isso, alunos que moram em regiões mais afastadas precisam depender de caronas de familiares e amigos para chegar até a rota principal e, somente então, conseguir acessar o ônibus universitário. A situação tem gerado dificuldades logísticas e insegurança quanto à regularidade do deslocamento diário.
No momento, o impacto do problema é menor porque apenas uma faculdade de Cachoeiro de Itapemirim retomou as aulas, enquanto outras duas instituições ainda estão em período de férias. Essa condição reduz temporariamente o número de estudantes utilizando o transporte.
No entanto, os universitários demonstram preocupação com o retorno total das atividades acadêmicas, quando a demanda pelo serviço deve aumentar de forma significativa. Eles temem que, sem ajustes na rota ou ampliação do atendimento, o transporte se torne insuficiente para atender todos os alunos.
Os estudantes esperam que a situação seja avaliada pelos responsáveis, buscando alternativas que garantam acesso igualitário ao transporte universitário, especialmente para quem reside em comunidades mais distantes da sede do município.

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