O transporte escolar universitário de Vargem Alta tem sido alvo de reclamações por parte de estudantes que utilizam o serviço para se deslocar até instituições de ensino superior em Cachoeiro de Itapemirim. Segundo relatos, a linha atualmente realiza apenas o trajeto pela via principal, deixando de atender comunidades do interior do município.
Com isso, alunos que moram em regiões mais afastadas precisam depender de caronas de familiares e amigos para chegar até a rota principal e, somente então, conseguir acessar o ônibus universitário. A situação tem gerado dificuldades logísticas e insegurança quanto à regularidade do deslocamento diário.
No momento, o impacto do problema é menor porque apenas uma faculdade de Cachoeiro de Itapemirim retomou as aulas, enquanto outras duas instituições ainda estão em período de férias. Essa condição reduz temporariamente o número de estudantes utilizando o transporte.
No entanto, os universitários demonstram preocupação com o retorno total das atividades acadêmicas, quando a demanda pelo serviço deve aumentar de forma significativa. Eles temem que, sem ajustes na rota ou ampliação do atendimento, o transporte se torne insuficiente para atender todos os alunos.
Os estudantes esperam que a situação seja avaliada pelos responsáveis, buscando alternativas que garantam acesso igualitário ao transporte universitário, especialmente para quem reside em comunidades mais distantes da sede do município.

O fornecimento de energia elétrica foi restabelecido entre o meio-dia e 12h30 desta segunda-feira (05/01/2026) em algumas comunidades de Vargem Alta, como Limeira e São João.

Apesar disso, moradores de Capivara, Morro do Sal e Taquarussu continuam sem energia elétrica. A interrupção começou após as chuvas do fim de semana e ainda não foi totalmente resolvida.

A falta de luz trouxe vários transtornos. Moradores relatam perda de alimentos guardados em geladeiras e freezers. Em muitas casas da zona rural, também houve falta de água, já que o abastecimento depende de bomba elétrica.

Pequenos comércios e atividades produtivas estão paralisados. Trabalhadores afirmam que não conseguem produzir nem atender clientes sem energia.

Diante da situação, moradores informam que registraram reclamações na empresa responsável pelo fornecimento de energia. Também houve cobrança por providências junto às autoridades.

Além disso, as comunidades se uniram para se ajudar. Moradores passaram a trocar informações, orientar uns aos outros e compartilhar o que fazer enquanto aguardam a normalização do serviço.

Onde a energia voltou, o sentimento é de alívio. Nas localidades que seguem sem luz, cresce a expectativa por uma solução definitiva e por informações oficiais sobre prazos e medidas para evitar novos apagões.

O espaço segue aberto para manifestação dos órgãos e empresas responsáveis.

Municípios do norte e do noroeste do Espírito Santo vêm experimentando um avanço significativo das práticas e tecnologias agroecológicas na agricultura familiar. Esse movimento foi acelerado pelo projeto “Agroecologia: Multiplicando Saberes, Produzindo Vida”, que nos últimos anos desenvolveu ações para impulsionar a transição agroecológica em Ecoporanga, Nova Venécia, Pinheiros, São Mateus, Montanha, Água Doce do Norte, Boa Esperança, Barra de São Francisco e Ponto Belo, beneficiando 85 famílias diretamente e impactando mais de 200 pessoas de forma indireta.

A iniciativa foi coordenada pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em parceria com a Fundação de Desenvolvimento e Inovação Agro Socioambiental do Espírito Santo (Fundagres Inovar) e com financiamento do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), por meio do Fundo de Desenvolvimento Econômico, Científico, Tecnológico e de Inovação (Fundeci).

Unidades Demonstrativas: espaços que inspiram

Um dos principais legados do projeto foi a implantação de 15 Unidades Demonstrativas (UDs), criadas como espaços de experimentação, aprendizado e difusão de tecnologias agroecológicas adaptadas à realidade da agricultura familiar.

As UDs abordaram diferentes temas e sistemas produtivos: duas fossas biodigestoras (em Nova Venécia e Ecoporanga), duas unidades de recuperação de nascentes (em Ecoporanga e Pinheiros), duas de produção de biofertilizantes (em São Mateus e Montanha), duas de sistemas agroflorestais (em Barra de São Francisco e Água Doce do Norte), duas unidades experimentais participativas (em Ponto Belo e Montanha), uma de sistema silvipastoril (em Boa Esperança), uma de banco de sementes crioulas (em São Mateus) e três de cultivo protegido com captação de água da chuva (em Nova Venécia e Ponto Belo).

Esses espaços tornaram-se referências regionais em sustentabilidade, recebendo visitas de agricultores, estudantes, escolas e técnicos extensionistas. Cada unidade contou com acompanhamento contínuo do Incaper, com atividades práticas, dias de campo e intercâmbio de experiências entre produtores.

Em São Mateus, por exemplo, o agricultor Francisco Fabem, responsável pela Unidade Demonstrativa de Produção de Biofertilizante, transformou o conhecimento adquirido em benefício coletivo. Ele produz e distribui cerca de 3 mil litros de biofertilizante por ano, utilizados por agricultores do município.

“Nós estamos usando o biofertilizante na propriedade e está dando certo, no café, no milho, no feijão. A gente bate no solo, por cima, e o resultado é bom. Esse trabalho é para atender o município, o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), nossa família e outras pessoas que procuram. Estamos dando continuidade e vendo o resultado aparecer”, conta Francisco Fabem.

Já em Água Doce do Norte, a agricultora Elenice Babeles se tornou exemplo de dedicação e inovação. Em sua Unidade Demonstrativa de Sistemas Agroflorestais, ela implantou uma área diversificada com gliricídia, frutíferas, urucum, pupunha, feijão, abóbora, mandioca, leguminosas e espécies nativas. A experiência envolveu a comunidade local e escolas, fortalecendo o vínculo entre agroecologia e educação.

“As mudas que foram plantadas estão todas bonitas, bem cuidadas, e já começaram a produzir. Com a agroecologia, conseguimos recuperar áreas que estavam degradadas. Esse resultado só foi possível com o apoio do Banco do Nordeste e dos técnicos do Incaper. Agora quero ampliar novas áreas com novas técnicas, aperfeiçoando e melhorando as práticas agroecológicas”, afirma Elenice Babeles.

Formação, educação e redes de saber

Durante os quatro anos de execução, o projeto promoveu dias especiais, oficinas e cursos, somando mais de 100 agricultores capacitados em temas como manejo agroflorestal, compostagem, biofertilizantes, sementes crioulas, pomares sustentáveis e políticas públicas municipais de agroecologia.

 Os eventos “Agroecologia na Mesa”, em Nova Venécia, e o “Encontro Territorial sobre Sementes Crioulas e Biofertilizantes”, em São Mateus, se destacaram por aproximar o campo da cidade, conectando produtores, consumidores, escolas e instituições em torno de uma agricultura mais saudável, justa e sustentável.

Ater como base da transformação

O projeto contou com 340 horas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para mais de 85 famílias, conduzidas pelo Incaper, com apoio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) e das Escolas Famílias Agrícolas (EFAs).

As ações abrangeram a elaboração de planos produtivos agroecológicos, o acompanhamento técnico das UDs e a capacitação sobre produção orgânica e certificação participativa.

Esse trabalho resultou na criação da Organização de Controle Social (OCS) de Ecoporanga e no fortalecimento da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Nova Venécia, ampliando a comercialização de produtos orgânicos com o acesso dos produtores a políticas públicas e programas de comercialização como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Resultados e legado

Os impactos do projeto são visíveis nas propriedades e na vida das famílias envolvidas. “Tivemos aumento da diversidade produtiva, redução do uso de insumos químicos, melhoria da renda e da segurança alimentar e valorização do conhecimento tradicional. Agricultores e agricultoras relatam ganhos de autonomia, organização social e acesso a novos mercados, consolidando a agroecologia como estratégia de desenvolvimento regional”, destaca a coordenadora do projeto, Andressa Alves.

Ela lembra que as Unidades Demonstrativas continuam ativas e abertas à visitação, inspirando novas experiências agroecológicas em municípios vizinhos.

Um futuro cultivado com sustentabilidade

Mais do que cumprir metas, o projeto “Agroecologia: Multiplicando Saberes, Produzindo Vida” deixou um legado duradouro para o norte capixaba. As práticas implementadas seguem se multiplicando nas comunidades, e as parcerias entre instituições de ensino, pesquisa e extensão continuam fortalecendo novas ações no campo.

“O projeto demonstrou que é possível conciliar produtividade, conservação ambiental e valorização cultural, promovendo um modelo de agricultura familiar inclusivo, sustentável e economicamente viável, que reafirma o compromisso do Incaper e de seus parceiros com o futuro da agroecologia no Espírito Santo”, pontua o extensionista do Incaper, Moisés Marré.

Licença foi justificada por “motivos particulares”, mas bastidores políticos levantam outras leituras

O prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Theodorico Ferraço (PP), vai se afastar do cargo a partir da próxima segunda-feira (17) e ficará fora do expediente oficial por 60 dias. Durante o período, o vice-prefeito Júnior Corrêa (Novo) assumirá interinamente o comando do Executivo municipal.

No requerimento encaminhado à Câmara, Ferraço justificou a licença apenas como “por motivos particulares e sem ônus para a municipalidade”. Nenhum detalhe adicional foi informado.

Nos bastidores, porém, há quem veja o afastamento como uma estratégia para que o prefeito possa se dedicar, ainda que informalmente, à pré-campanha do filho, o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), pré-candidato ao governo do Espírito Santo.

Questionado sobre o assunto na última quarta-feira (12), Theodorico foi categórico:

“Não há relação entre a licença e a campanha do meu filho”, afirmou à coluna, negando qualquer vínculo entre o afastamento e movimentações políticas.

Ao contemplar todos os municípios do Espírito Santo com, pelo menos, um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), o Governo do Estado se destaca na Região Sudeste e passa a ser o único estado a oferecer esse serviço a todos os municípios.

A secretária de Estado de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social, Cyntia Grillo, destacou como essa conquista é gratificante para o estado e principalmente para os cidadãos capixabas. “É uma grande alegria alcançar mais uma meta muito positiva para a assistência social, que é a oferta dos trabalhos dos CREAS, em todos os 78 municípios, principalmente quando se fala de políticas públicas para a população capixaba”, disse.

Ainda segundo a secretária, nos últimos sete anos, o Governo do Estado fez recordes de investimentos na proteção social, ultrapassando o total de mais de R$ 950 milhões em cofinanciamento dos serviços, cofinanciamento para a construção e/ou reforma das unidades socioassistenciais, benefícios de transferência de renda, segurança alimentar e nutricional, trabalho e geração de renda e primeira infância. 
 
Creas

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) configura-se como uma unidade pública e estatal, que oferta serviços especializados e continuados a famílias e indivíduos em situação de ameaça ou violação de direitos (violência física, psicológica, sexual, tráfico de pessoas, cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto etc.).

A oferta de atenção especializada e continuada deve ter como foco a família e a situação vivenciada. Essa atenção especializada tem como foco o acesso da família a direitos socioassistenciais, por meio da potencialização de recursos e capacidade de proteção.

O Creas deve, ainda, buscar a construção de um espaço de acolhida e escuta qualificada, fortalecendo vínculos familiares e comunitários, priorizando a reconstrução de suas relações familiares. Dentro de seu contexto social, deve focar no fortalecimento dos recursos para a superação da situação apresentada.

Para o exercício de suas atividades, os serviços ofertados nos Creas devem ser desenvolvidos de modo articulado com a rede de serviços da assistência social, órgãos de defesa de direitos e das demais políticas públicas. A articulação no território é fundamental para fortalecer as possibilidades de inclusão da família em uma organização de proteção que possa contribuir para a reconstrução da situação vivida.

Confira o endereço e o contato dos Centros de Referência Especializados da Assistência Social (download).

Projeto será votado na próxima segunda-feira (10) e estabelece diretrizes para o desenvolvimento sustentável do setor turístico

Na próxima semana o Projeto de Lei nº 286/2025, que institui as diretrizes da Política Municipal de Turismo no município estará na pauta da Câmara Municipal de Vila Velha. A proposta pretende criar um marco legal moderno e sustentável para o setor do turismo, alinhado às legislações federal e estadual que tratam do tema.

O texto apresentado por Pontini define princípios, metas e instrumentos de gestão para o turismo local, com foco em planejamento, sustentabilidade e participação social. Entre os principais objetivos estão:

  • Promover o turismo de forma integrada e descentralizada;
  • Incentivar o empreendedorismo e a criação de produtos turísticos baseados nas vocações locais;
  • Aumentar o fluxo e o tempo de permanência de visitantes;
  • Valorizar a cultura capixaba e preservar o patrimônio histórico e ambiental;
  • Garantir acessibilidade, inclusão e educação turística.

Sustentabilidade e fortalecimento do setor

De acordo com o projeto, o turismo será tratado como vetor de desenvolvimento econômico e social sustentável, com diretrizes voltadas à proteção ambiental e à valorização cultural. O texto também prevê a criação do Fundo Municipal de Turismo (FUMTUR) e o fortalecimento do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), responsáveis pela aplicação dos recursos e pelo acompanhamento das ações do setor.

Pontini destaca que a iniciativa busca garantir um crescimento estruturado e responsável da atividade turística, respeitando o modo de vida das comunidades locais e incentivando o turismo de base comunitária e o agroturismo.

O projeto também estabelece normas para o funcionamento das empresas e profissionais do ramo, tornando obrigatória a apresentação do certificado CADASTUR para a obtenção de alvarás de funcionamento e vigilância sanitária. A proposta ainda incentiva o uso de tecnologias digitais, parcerias público-privadas e mecanismos de inovação voltados à gestão e promoção do turismo.

Potencial turístico de Vila Velha

Na justificativa, o vereador Ademir Pontini lembra que Vila Velha possui cerca de 32 km de praias, além de ícones como o Convento da Penha, o Farol de Santa Luzia e o Morro do Moreno, o que torna o município um dos principais destinos do Espírito Santo. Segundo o vereador, a aprovação do projeto permitirá que Vila Velha avance com políticas de longo prazo e se torne referência em gestão turística sustentável e participativa no estado.

“O turismo é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento equilibrado das cidades. Queremos que Vila Velha cresça com planejamento, inclusão e respeito à sua identidade cultural”, destacou o autor da proposta.

A votação do projeto está prevista para a sessão ordinária da Câmara Municipal de segunda-feira, 10 de novembro, e, se aprovado, será encaminhado ao Executivo Municipal para sanção.

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