UFC 312: Rodolfo Trator superou derrota no Contender e começou na luta ‘para perder peso’

No próximo sábado (8), Rodolfo Bellato, o Trator, sobe ao octógono para fazer uma das lutas do card principal do UFC 312, em Sidney, na Austrália. O rival será um “dono da casa”: Jimmy Crute.

A trajetória de Trator até um dos momentos mais importantes de sua vida, porém, não foi muito comum. Natural de Sorocaba, em São Paulo, o lutador começou a treinar jiu-jitsu com o único objetivo de perder peso, mas se apaixonou pelo esporte e seguiu carreira.

“Comecei na escola, com 14 anos. Eu era bem acima do peso, então entrei mais para dar uma emagrecida. Comecei no jiu-jitsu, um amigo na escola fazia, me chamou para fazer. Fiz uma aula, cheguei em casa e falei: ‘mãe, é isso que eu quero fazer. Pode pagar o plano anual para mim'”, revelou em entrevista exclusiva à ESPN.

“Fui todo santo dia, depois dali me apaixonei pela luta. Comecei no jiu-jitsu, mas depois fui treinar kickboxing, fui campeão paulista, brasileiro e me adaptei até surgir a oportunidade de lutar o MMA. Comecei para emagrecer e hoje é minha profissão. Estou no UFC, realizando um sonho”.

E a própria caminhada como profissional de Trator seguiu incomum. Dana White, presidente do UFC, não é conhecido por dar segundas chances, principalmente a quem é derrotado no Contender Series. Rodolfo, porém, foi uma exceção.

Na primeira vez que lutou diante do patrão, Trator foi derrotado por Vitor Petrino por nocaute – as duas derrotas da carreira de Rodolfo, inclusive, são para o compatriota.

O brasileiro, então, retornou ao LFA, venceu duas lutas seguidas e ganhou mais uma oportunidade no Contender. Rodolfo nocauteou Murtaza Talha Ali e recebeu sua oportunidade no UFC, onde já nocauteou também Ihor Potieria na sua última aparição no octógono, em dezembro de 2023.

Trator vê as derrotas para Petrino e a pressão de lutar na frente de Dana White como um “importante aprendizado” para fazer sua primeira luta no card principal de um evento numerado da carreira.

“É difícil ter alguém que volte depois de uma derrota. Fui nocauteado e, graças a Deus, eu tive a oportunidade de estar lá de novo. Lutar lá é uma pressão absurda. São pouquíssimas pessoas, só convidados. Você vê todas as câmeras e hora que você olha tem uma luz em cima do Dana White e você fala ‘caraca, estou lutando na frente do patrão’. Isso dá uma pressão a mais. A primeira vez eu senti muito mais, a segunda vez, ainda tinha a pressão, mas eu sabia como funcionava, consegui lidar melhor. Foi uma experiência incrível”, disse.

“Quem consegue pegar a derrota, absorver o que aconteceu e evoluir, vai progredindo na carreira e é o que venho tentando fazer. Tenho quatro vitórias seguidas desde essa derrota, então aprendi muito. A pressão do Contender é sinistra, isso me amadureceu muito”, finalizou.

Foto de Redação Espírito Santo Sem Limite

Redação Espírito Santo Sem Limite

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