Na vida pastoral, há um peso silencioso: a autocrítica e a cobrança incessante para ser o “melhor”. A Bíblia nos lembra que devemos ter a mente renovada em Cristo, mas isso não nos torna Deus. Se até Jesus sofreu na carne enquanto esteve na Terra, imagine os líderes que O seguem.
O problema é que muitos fiéis esperam que pastores e líderes sejam indefectíveis, como se fraqueza fosse pecado e vulnerabilidade fosse falta de fé. Mas a própria Escritura mostra o contrário: somos vasos de barro nas mãos do Oleiro, frágeis por natureza, mas carregando um conteúdo precioso.
Davi, Elias, Jeremias e tantos outros servos viveram dores profundas, crises e até momentos de exaustão. E, ainda assim, foram usados por Deus. A depressão não apaga o chamado, mas lembra que líderes também precisam de cuidado.
A saúde mental no ministério não é luxo, é sobrevivência. Buscar apoio médico, psicológico e espiritual não enfraquece a fé, fortalece. Porque, no Reino, coragem não é fingir que está tudo bem, mas reconhecer que, mesmo quebrados, Deus continua nos moldando. Afinal… somos vasos de barro nas mãos do Oleiro.

Artigo escrito por: Alessandra Calegario, Psicóloga

























