Análise: imprensa finalmente pôde questionar Biden, e ele saiu praticamente ileso

Por quase uma hora na noite de quinta-feira, o presidente Joe Biden ficou cara a cara com a imprensa — e, talvez contra a vontade de alguns em seu próprio partido, conseguiu sair praticamente ileso do confronto de alto risco.

Respondendo a uma enxurrada de perguntas difíceis, Biden abordou 11 veículos durante seu atentamente acompanhado encontro com a mídia, reiterando repetidamente que planeja permanecer na disputa de 2024, ao mesmo tempo em que demonstrou um domínio impressionante de questões complexas de política externa.

Estilisticamente, Biden não estava isento de falhas. Depois de apresentar o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky como Vladimir Putin no início do dia, Biden acidentalmente se referiu à vice-presidente Kamala Harris como Donald Trump.

E durante toda a ocasião, o presidente de 81 anos falou principalmente em sua voz baixa e monótona, sua marca registrada.

Mas, sem dúvida, o Biden que apareceu na conclusão da cúpula da OTAN não era o mesmo Biden que subiu ao palco no debate presidencial da CNN duas semanas atrás.

 

Ele arrasou no teste de quinta-feira? Provavelmente não. Mas ele tirou nota para ser aprovado? Com ​​certeza.

O interesse no confronto de Biden com a mídia noticiosa cresceu constantemente durante toda a semana, enquanto legisladores e outras figuras importantes do Partido Democrata pediam que ele se afastasse e abandonasse sua candidatura a um segundo mandato.

Desde seu debate desastroso com Trump, Biden não aparecia sem roteiro em um evento público por um período tão longo de tempo. E, recuando ainda mais, Biden não realizava uma entrevista coletiva solo desde novembro, tornando a de quinta-feira sua primeira de 2024.

Presidente dos EUA, Joe Biden, dá entrevista coletiva / 11/07/2024 REUTERS/Yves Herman

A imprensa estava ansiosa por uma oportunidade de confrontar Biden.

Como Hadas Gold da CNN relatou na quinta-feira, jornalistas que cobrem a Casa Branca estavam entrando na coletiva de imprensa com uma quantidade significativa de frustração reprimida.

Os repórteres se sentiram bloqueados e enganados pela Casa Branca. Eles estavam buscando seriamente um fórum no qual pudessem questionar diretamente Biden sobre sua aptidão para o cargo e seu desejo de buscar mais quatro anos.

A verdade é que, apesar de suas perguntas incisivas, os repórteres extraíram pouco de Biden na noite de quinta-feira.

Ele manteve a mensagem e foi capaz de acompanhar o fluxo implacável de perguntas direcionadas a ele. Fora seu erro inicial ao se referir a Harris como Trump, Biden demonstrou uma profunda compreensão das questões.

Não era o homem senil e atormentado pela demência que às vezes foi retratado ao público americano.

Como Bill Carter, o veterano crítico de mídia, apontou no X (antigo Twitter), é curioso por que Biden não realizou tal coletiva de imprensa logo após seu fraco desempenho no debate para amenizar as preocupações e estancar o sangramento mais cedo. Teria sido muito mais importante naquela época.

Mas, a esta altura, será que isso impedirá que os pessimistas, que vêm ganhando força, peçam para que ele desista da disputa?

Manu Raju, da CNN, relatou após a coletiva de imprensa que é improvável que isso aconteça. De fato, o deputado Jim Himes, o democrata de maior escalão no Comitê de Inteligência da Câmara, emitiu uma declaração após a coletiva de imprensa dizendo que acreditava que Biden deveria desistir da disputa.

Mas pode ficar muito pior. Margaret Brennan, da CBS News, relatou que quatro fontes democratas lhe disseram que “esperam que dezenas de legisladores democratas nas próximas 48 horas emitam declarações” pedindo que Biden se afaste.

E Edward-Isaac Dovere e Jeff Zeleny, da CNN, relataram que Barack Obama e Nancy Pelosi têm falado reservadamente sobre suas preocupações com a campanha de Biden.

Em outras palavras, nesta conjuntura, embora o desempenho de Biden na tão badalada coletiva de imprensa tenha sido forte, pode ser simplesmente tarde demais. O tempo dirá.

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Redação Espírito Santo Sem Limite

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Um trágico episódio de violência familiar abalou a cidade de Itumbiara (GO) na madrugada desta quinta-feira (12). O secretário de Governo da prefeitura, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, atirou contra os seus dois filhos dentro da residência da família e, em seguida, cometeu suicídio, conforme informado pela Polícia Civil de Goiás.

O filho mais velho, de 12 anos, identificado como Miguel Araújo Machado, foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho (HMMC), mas não resistiu aos ferimentos. O filho mais novo, de 8 anos, foi encaminhado ao Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos, passou por cirurgia e chegou a ser internado em estado grave, mas posteriormente sua morte também foi confirmada em alguns relatos, enquanto outras fontes ainda mencionam estado crítico.

As autoridades informaram que não há indícios da participação de terceiros no caso, e a investigação corre sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios da Polícia Civil, que instaurou procedimento para esclarecer todos os detalhes do ocorrido.

Horas antes do episódio, Thales publicou em suas redes sociais um vídeo com os filhos e declarações de amor, incluindo mensagens nas quais aparecia junto às crianças em momentos familiares. Em outra publicação, ele mencionou dificuldades pessoais e um possível fim do relacionamento com a mãe das crianças, o que, segundo reportagens locais, poderia ter relação com o desfecho trágico, embora a motivação exata siga sob investigação.

Thales era casado com Sarah Tinoco Araújo, filha do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo (União Brasil), o que aumentou a comoção na cidade. Diante da tragédia, a Prefeitura de Itumbiara decretou luto oficial de três dias, suspendendo eventos e atividades públicas em respeito às vítimas e seus familiares.

O episódio provocou forte comoção na comunidade local e reacende debates sobre saúde mental, violência familiar e prevenção, reforçando a necessidade de atenção e apoio a situações de sofrimento emocional e conflitos pessoais.

Novos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no contexto das investigações sobre o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais antes de sua morte em 2019, incluem menções a nomes de brasileiros e instituições do Brasil, o que tem atraído atenção da mídia e do público.

É importante destacar que constar nos documentos não significa envolvimento em atividades criminosas. Os arquivos incluem e-mails, registros de agenda e outras comunicações que podem mostrar contatos pontuais, menções ou referências, e passam a ser analisados por autoridades e pesquisadores no mundo todo.

Entre os brasileiros mencionados estão:

  • Luciana Gimenez – O nome da apresentadora surgiu em registros que indicam transferências financeiras entre 2014 e 2019 nas quais ela aparece como destinatária. Luciana publicou comunicado em redes sociais negando qualquer ligação com Jeffrey Epstein e afirmando que nunca manteve contato com ele, além de repudiar as atividades ilegais atribuídas ao financista.
  • Izabel Goulart – A modelo foi citada em uma troca de e-mails de 2011 em que Epstein mencionou que ela teria se hospedado em um de seus apartamentos em Nova York. A defesa de Izabel afirmou que ela jamais esteve em propriedades de Epstein, explicando que, quando foi morar nos Estados Unidos para trabalhar, dividiu apartamento com outras modelos em imóvel cedido pela agência que a representava.
  • Eike Batista e Luma de Oliveira – Os arquivos também citam o empresário e sua ex-esposa em correspondências de agosto de 2012, mas a assessoria de Eike afirmou que ele nunca conheceu Epstein e que a menção teria caráter incidental, sem relevância concreta.
  • Arthur Casas – O arquiteto aparece em mensagens que indicam conversas entre seu estúdio e representantes ligados a Epstein sobre uma possível reforma na ilha particular do financista no Caribe. Em nota, sua equipe confirmou que realizou uma visita técnica, mas que o projeto não evoluiu e nenhum serviço foi realizado.
  • Silvio Santos – Uma cena antiga exibida em seu programa também está presente nos arquivos, mas não há indicações de participação direta ou contextualização clara que a relacione a atividades ilícitas.

Especialistas e autoridades ressaltam que nomes incluídos nos documentos podem refletir referências profissionais, contatos ou aparições em registros que não necessariamente apontam envolvimento com o esquema criminoso que motivou a investigação original de Epstein.

A divulgação contínua desses arquivos tem gerado repercussão internacional e local, levantando debates sobre transparência, responsabilidade e interpretação correta das informações. Até o momento, nenhum dos brasileiros citados foi associado formalmente a crimes ligados ao caso Epstein.

O transporte escolar universitário de Vargem Alta tem sido alvo de reclamações por parte de estudantes que utilizam o serviço para se deslocar até instituições de ensino superior em Cachoeiro de Itapemirim. Segundo relatos, a linha atualmente realiza apenas o trajeto pela via principal, deixando de atender comunidades do interior do município.
Com isso, alunos que moram em regiões mais afastadas precisam depender de caronas de familiares e amigos para chegar até a rota principal e, somente então, conseguir acessar o ônibus universitário. A situação tem gerado dificuldades logísticas e insegurança quanto à regularidade do deslocamento diário.
No momento, o impacto do problema é menor porque apenas uma faculdade de Cachoeiro de Itapemirim retomou as aulas, enquanto outras duas instituições ainda estão em período de férias. Essa condição reduz temporariamente o número de estudantes utilizando o transporte.
No entanto, os universitários demonstram preocupação com o retorno total das atividades acadêmicas, quando a demanda pelo serviço deve aumentar de forma significativa. Eles temem que, sem ajustes na rota ou ampliação do atendimento, o transporte se torne insuficiente para atender todos os alunos.
Os estudantes esperam que a situação seja avaliada pelos responsáveis, buscando alternativas que garantam acesso igualitário ao transporte universitário, especialmente para quem reside em comunidades mais distantes da sede do município.

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