A CPMI do INSS começou com o pé no acelerador. Logo na primeira sessão, foram protocolados 213 requerimentos, a maior parte apresentada pelo senador Izalci Lucas (PL-DF). A lista é extensa e inclui pedidos de quebra de sigilos bancários e fiscais, além de convocações para depoimentos de nomes que orbitam o setor da Previdência.
Entre eles, aparece José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde 2023, ele ocupa a vice-presidência do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi). O sindicato, que reúne milhares de aposentados no país, já é investigado pela Polícia Federal por suspeitas de descontos indevidos nos contracheques de beneficiários.
O ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) também entrou na mira, assim como o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido no meio político como “Careca do INSS”. Até o próprio Sindnapi foi listado entre os alvos de quebra de sigilo.
O ritmo acelerado e o alcance dos primeiros requerimentos mostram que a CPMI não pretende adotar uma postura tímida. Ao contrário: já no início, os parlamentares colocaram no centro da investigação personagens ligados ao governo e ao sindicalismo, numa ofensiva que promete abrir frentes delicadas para o Planalto.


























