A chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Nova Iorque, neste domingo (21), foi marcada por protestos barulhentos. Logo que o carro presidencial se aproximou da residência do embaixador Sérgio Danese, onde Lula ficará hospedado até a abertura da Assembleia Geral da ONU, um grupo de brasileiros iniciou uma série de vaias e gritos de ordem.
De trás das barreiras montadas pelo Serviço Secreto americano, a cerca de 35 metros da entrada do prédio, os manifestantes gritavam palavras duras:
“Lula, ladrão, o seu lugar é na prisão”, “Aqui não é Lula, aqui é Trump” e “Lula, cachaceiro, devolve o meu dinheiro”.
Janja da Silva, primeira-dama, também foi alvo de xingamentos.
Do outro lado, havia apenas três apoiadores do presidente. Com cartazes pedindo “sem anistia”, eles acabaram isolados em posição oposta, seguindo orientação da segurança dos Estados Unidos. A cena deixou evidente o contraste: um punhado de simpatizantes diante de um grupo ruidoso de opositores.
Lula permanece na cidade até terça-feira (23), quando abre oficialmente a Assembleia Geral da ONU com seu discurso. Não há previsão de encontro com o ex-presidente Donald Trump, embora o nome do republicano tenha surgido repetidamente nos gritos dos manifestantes que fizeram questão de lembrar: “Aqui é Trump”.

























