Reconhecimento facial prende três homicidas em menos de 1 hora na Grande Vitória

Sistema já totaliza 225 prisões criminais, desde seu início

A tecnologia de Reconhecimento Facial do Governo do Estado identificou e ajudou a prender três homicidas no período de 45 minutos, na manhã desta quinta-feira (10). As prisões ocorreram nos municípios de Serra e Vila Velha, após o cruzamento de imagens das câmeras com fotos cadastradas em Bancos de Dados da Segurança Pública. Com estas, o sistema totaliza 225 prisões desde o início do Projeto, em setembro do ano passado.

Por volta das 08h20 da manhã, o sistema reconheceu e emitiu o alerta relacionado a um homem de 57 anos, que foi localizado no município de Serra. Policiais que estavam de prontidão na região foram acionados e realizaram a abordagem do indivíduo, cuja identidade foi confirmada e ele foi conduzido à Delegacia Regional da Serra, para os procedimentos de praxe. Gildevaldo Silva é natural de Itarantim, na Bahia, e tinha um mandado de prisão preventiva por um homicídio cometido em Jaguaré.

Dez minutos depois, às 08h30, em Vila Velha, o Reconhecimento Facial identificou um homem de 35 anos com dois mandados de prisão preventiva por homicídio em aberto. Segundo os processos penais, Thiago de Souza Amanço teria ligação com um grupo criminoso que atua no tráfico de drogas no bairro Aparecida, em Cariacica, e teria cometido, junto com outros comparsas, pelo menos dois homicídios, em 2017.

No momento da abordagem, o acusado tentou ludibriar os policiais, dando o nome do próprio irmão, mas o Reconhecimento Facial, de mais de 90%, possibilitou aos policiais confirmar a verdadeira identidade e conduzir o suspeito para a Delegacia Regional de Vila Velha.

Às 09h05 da manhã, o sistema emitiu um novo alerta, em outro ponto do município de Serra. Dessa vez, um homem de 53 anos, condenado por homicídio e evadido do Sistema Prisional foi identificado. Segundo os autos do processo penal, Geraldo Barbosa de Oliveira foi acusado de matar, a marretadas, uma idosa de 84 anos, em 2013, no bairro Feu Rosa, na Serra.

Ele chegou a ser preso após o crime, mas quando progrediu para o regime semiaberto evadiu-se e passou a ser considerado foragido. Nesta quinta-feira, ao ser abordado pelos policiais, não ofereceu resistência, foi comunicado sobre o mandado de recaptura e encaminhado à Delegacia Regional de Serra. Após os procedimentos de praxe, os três detidos serão encaminhados ao Sistema Prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.

A Tecnologia de Reconhecimento Facial, implantada em câmeras do Governo do Estado, possibilita a identificação de pessoas com mandados de prisão em aberto por meio de recursos de inteligência artificial. No Espírito Santo, a tecnologia é aplicada em câmeras localizadas em prédios públicos, em locais de grande circulação de pessoas, em todos os Terminais do Sistema Transcol e em 500 ônibus da frota de transporte público.

Do total de 225 prisões, até o momento, destacam-se os percentuais de pessoas com mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas (21%), roubo (16%) e homicídios (10,6%). Desde seu início, o sistema demonstrou eficácia na identificação de suspeitos. Os rígidos protocolos adotados pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) garantem eficiência nas abordagens, não havendo, até então, registro de equívoco por parte do sistema.

“Os avanços tecnológicos na Segurança Pública são resultado dos investimentos realizados pelo Governo do Estado e robustecem os resultados já alcançados pelo Programa Estado Presente em Defesa da Vida. Esses resultados demonstram que segurança se faz com tecnologia, inteligência e planejamento. É assim que estamos construindo um Espírito Santo cada vez mais seguro, que está se tornando um exemplo para o Brasil”, afirmou o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno.

Foto de Redação Espírito Santo Sem Limite

Redação Espírito Santo Sem Limite

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Um trágico episódio de violência familiar abalou a cidade de Itumbiara (GO) na madrugada desta quinta-feira (12). O secretário de Governo da prefeitura, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, atirou contra os seus dois filhos dentro da residência da família e, em seguida, cometeu suicídio, conforme informado pela Polícia Civil de Goiás.

O filho mais velho, de 12 anos, identificado como Miguel Araújo Machado, foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho (HMMC), mas não resistiu aos ferimentos. O filho mais novo, de 8 anos, foi encaminhado ao Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos, passou por cirurgia e chegou a ser internado em estado grave, mas posteriormente sua morte também foi confirmada em alguns relatos, enquanto outras fontes ainda mencionam estado crítico.

As autoridades informaram que não há indícios da participação de terceiros no caso, e a investigação corre sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios da Polícia Civil, que instaurou procedimento para esclarecer todos os detalhes do ocorrido.

Horas antes do episódio, Thales publicou em suas redes sociais um vídeo com os filhos e declarações de amor, incluindo mensagens nas quais aparecia junto às crianças em momentos familiares. Em outra publicação, ele mencionou dificuldades pessoais e um possível fim do relacionamento com a mãe das crianças, o que, segundo reportagens locais, poderia ter relação com o desfecho trágico, embora a motivação exata siga sob investigação.

Thales era casado com Sarah Tinoco Araújo, filha do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo (União Brasil), o que aumentou a comoção na cidade. Diante da tragédia, a Prefeitura de Itumbiara decretou luto oficial de três dias, suspendendo eventos e atividades públicas em respeito às vítimas e seus familiares.

O episódio provocou forte comoção na comunidade local e reacende debates sobre saúde mental, violência familiar e prevenção, reforçando a necessidade de atenção e apoio a situações de sofrimento emocional e conflitos pessoais.

Novos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no contexto das investigações sobre o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais antes de sua morte em 2019, incluem menções a nomes de brasileiros e instituições do Brasil, o que tem atraído atenção da mídia e do público.

É importante destacar que constar nos documentos não significa envolvimento em atividades criminosas. Os arquivos incluem e-mails, registros de agenda e outras comunicações que podem mostrar contatos pontuais, menções ou referências, e passam a ser analisados por autoridades e pesquisadores no mundo todo.

Entre os brasileiros mencionados estão:

  • Luciana Gimenez – O nome da apresentadora surgiu em registros que indicam transferências financeiras entre 2014 e 2019 nas quais ela aparece como destinatária. Luciana publicou comunicado em redes sociais negando qualquer ligação com Jeffrey Epstein e afirmando que nunca manteve contato com ele, além de repudiar as atividades ilegais atribuídas ao financista.
  • Izabel Goulart – A modelo foi citada em uma troca de e-mails de 2011 em que Epstein mencionou que ela teria se hospedado em um de seus apartamentos em Nova York. A defesa de Izabel afirmou que ela jamais esteve em propriedades de Epstein, explicando que, quando foi morar nos Estados Unidos para trabalhar, dividiu apartamento com outras modelos em imóvel cedido pela agência que a representava.
  • Eike Batista e Luma de Oliveira – Os arquivos também citam o empresário e sua ex-esposa em correspondências de agosto de 2012, mas a assessoria de Eike afirmou que ele nunca conheceu Epstein e que a menção teria caráter incidental, sem relevância concreta.
  • Arthur Casas – O arquiteto aparece em mensagens que indicam conversas entre seu estúdio e representantes ligados a Epstein sobre uma possível reforma na ilha particular do financista no Caribe. Em nota, sua equipe confirmou que realizou uma visita técnica, mas que o projeto não evoluiu e nenhum serviço foi realizado.
  • Silvio Santos – Uma cena antiga exibida em seu programa também está presente nos arquivos, mas não há indicações de participação direta ou contextualização clara que a relacione a atividades ilícitas.

Especialistas e autoridades ressaltam que nomes incluídos nos documentos podem refletir referências profissionais, contatos ou aparições em registros que não necessariamente apontam envolvimento com o esquema criminoso que motivou a investigação original de Epstein.

A divulgação contínua desses arquivos tem gerado repercussão internacional e local, levantando debates sobre transparência, responsabilidade e interpretação correta das informações. Até o momento, nenhum dos brasileiros citados foi associado formalmente a crimes ligados ao caso Epstein.

O transporte escolar universitário de Vargem Alta tem sido alvo de reclamações por parte de estudantes que utilizam o serviço para se deslocar até instituições de ensino superior em Cachoeiro de Itapemirim. Segundo relatos, a linha atualmente realiza apenas o trajeto pela via principal, deixando de atender comunidades do interior do município.
Com isso, alunos que moram em regiões mais afastadas precisam depender de caronas de familiares e amigos para chegar até a rota principal e, somente então, conseguir acessar o ônibus universitário. A situação tem gerado dificuldades logísticas e insegurança quanto à regularidade do deslocamento diário.
No momento, o impacto do problema é menor porque apenas uma faculdade de Cachoeiro de Itapemirim retomou as aulas, enquanto outras duas instituições ainda estão em período de férias. Essa condição reduz temporariamente o número de estudantes utilizando o transporte.
No entanto, os universitários demonstram preocupação com o retorno total das atividades acadêmicas, quando a demanda pelo serviço deve aumentar de forma significativa. Eles temem que, sem ajustes na rota ou ampliação do atendimento, o transporte se torne insuficiente para atender todos os alunos.
Os estudantes esperam que a situação seja avaliada pelos responsáveis, buscando alternativas que garantam acesso igualitário ao transporte universitário, especialmente para quem reside em comunidades mais distantes da sede do município.

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