Amazon, Google, Apple e mais 80 gigantes da tecnologia pressionam Trump contra decisões do STF e medidas de Lula

Um grupo que reúne 81 gigantes da tecnologia mundial decidiu abrir fogo contra o ambiente regulatório brasileiro. Reunidas no Conselho da Indústria da Tecnologia da Informação (ITI), companhias como Apple, Google, Microsoft, Meta, Amazon, Intel e Mastercard enviaram ao governo Donald Trump um documento em que apontam riscos de censura, insegurança jurídica e aumento de custos para o setor no Brasil.

O dossiê foi entregue ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e integra uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras conduzida pela gestão Trump. No alvo, estão decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), normas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre taxar as big techs.

O artigo 19 e a sombra da censura

O ponto mais sensível, segundo as empresas, é a decisão do STF que mudou a interpretação do artigo 19 do Marco Civil da Internet. Desde junho, plataformas podem ser responsabilizadas judicialmente por conteúdos de terceiros caso não atendam a pedidos de remoção, ainda que esses pedidos não tenham passado pela Justiça.

Na visão das companhias, a medida desmonta a proteção que até então blindava os serviços digitais de ações arbitrárias. O resultado, alertam, será um aumento de custos e a tendência de remoções preventivas de postagens — abrindo caminho para censura e para o sufocamento de vozes políticas.

Normas da Anatel e os marketplaces

As empresas também reagiram à resolução da Anatel que responsabiliza marketplaces, como Amazon, Shopee e Mercado Livre, por anúncios irregulares. Para o ITI, a regra amplia a insegurança jurídica e pode frear investimentos no Brasil, já que as plataformas alegam não ter como controlar, de maneira plena, cada anúncio publicado.

Inteligência artificial na mira

Outro foco de crítica é o projeto de lei 2338/2023, que estabelece regras para o uso de inteligência artificial no país. O texto prevê remuneração a autores de conteúdos usados por ferramentas de IA e normas rígidas de proteção de direitos autorais. As empresas afirmam que as exigências são inviáveis na prática e, além de elevar custos, deixariam companhias americanas em desvantagem diante da concorrência chinesa.

A nova taxação digital

O dossiê também menciona a proposta do deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP), que cria a Contribuição Social Digital (CSD). O texto prevê tributos sobre publicidade digital baseada em dados de usuários e sobre a venda dessas informações. As empresas somaram a isso declarações recentes de Lula sobre a intenção de tributar big techs no Brasil, classificando o ambiente como hostil aos negócios.

Apelo a Washington

No documento, o ITI pede que o governo americano “permaneça vigilante” contra medidas que atinjam diretamente empresas dos EUA. O grupo reforça a necessidade de diálogo entre Washington e Brasília e lembra que o Brasil é um dos maiores destinos das exportações de tecnologia norte-americana, que renderam quase US$ 5 bilhões de superávit em 2023.

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Redação Espírito Santo Sem Limite

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Um trágico episódio de violência familiar abalou a cidade de Itumbiara (GO) na madrugada desta quinta-feira (12). O secretário de Governo da prefeitura, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, atirou contra os seus dois filhos dentro da residência da família e, em seguida, cometeu suicídio, conforme informado pela Polícia Civil de Goiás.

O filho mais velho, de 12 anos, identificado como Miguel Araújo Machado, foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho (HMMC), mas não resistiu aos ferimentos. O filho mais novo, de 8 anos, foi encaminhado ao Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos, passou por cirurgia e chegou a ser internado em estado grave, mas posteriormente sua morte também foi confirmada em alguns relatos, enquanto outras fontes ainda mencionam estado crítico.

As autoridades informaram que não há indícios da participação de terceiros no caso, e a investigação corre sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios da Polícia Civil, que instaurou procedimento para esclarecer todos os detalhes do ocorrido.

Horas antes do episódio, Thales publicou em suas redes sociais um vídeo com os filhos e declarações de amor, incluindo mensagens nas quais aparecia junto às crianças em momentos familiares. Em outra publicação, ele mencionou dificuldades pessoais e um possível fim do relacionamento com a mãe das crianças, o que, segundo reportagens locais, poderia ter relação com o desfecho trágico, embora a motivação exata siga sob investigação.

Thales era casado com Sarah Tinoco Araújo, filha do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo (União Brasil), o que aumentou a comoção na cidade. Diante da tragédia, a Prefeitura de Itumbiara decretou luto oficial de três dias, suspendendo eventos e atividades públicas em respeito às vítimas e seus familiares.

O episódio provocou forte comoção na comunidade local e reacende debates sobre saúde mental, violência familiar e prevenção, reforçando a necessidade de atenção e apoio a situações de sofrimento emocional e conflitos pessoais.

Novos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no contexto das investigações sobre o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais antes de sua morte em 2019, incluem menções a nomes de brasileiros e instituições do Brasil, o que tem atraído atenção da mídia e do público.

É importante destacar que constar nos documentos não significa envolvimento em atividades criminosas. Os arquivos incluem e-mails, registros de agenda e outras comunicações que podem mostrar contatos pontuais, menções ou referências, e passam a ser analisados por autoridades e pesquisadores no mundo todo.

Entre os brasileiros mencionados estão:

  • Luciana Gimenez – O nome da apresentadora surgiu em registros que indicam transferências financeiras entre 2014 e 2019 nas quais ela aparece como destinatária. Luciana publicou comunicado em redes sociais negando qualquer ligação com Jeffrey Epstein e afirmando que nunca manteve contato com ele, além de repudiar as atividades ilegais atribuídas ao financista.
  • Izabel Goulart – A modelo foi citada em uma troca de e-mails de 2011 em que Epstein mencionou que ela teria se hospedado em um de seus apartamentos em Nova York. A defesa de Izabel afirmou que ela jamais esteve em propriedades de Epstein, explicando que, quando foi morar nos Estados Unidos para trabalhar, dividiu apartamento com outras modelos em imóvel cedido pela agência que a representava.
  • Eike Batista e Luma de Oliveira – Os arquivos também citam o empresário e sua ex-esposa em correspondências de agosto de 2012, mas a assessoria de Eike afirmou que ele nunca conheceu Epstein e que a menção teria caráter incidental, sem relevância concreta.
  • Arthur Casas – O arquiteto aparece em mensagens que indicam conversas entre seu estúdio e representantes ligados a Epstein sobre uma possível reforma na ilha particular do financista no Caribe. Em nota, sua equipe confirmou que realizou uma visita técnica, mas que o projeto não evoluiu e nenhum serviço foi realizado.
  • Silvio Santos – Uma cena antiga exibida em seu programa também está presente nos arquivos, mas não há indicações de participação direta ou contextualização clara que a relacione a atividades ilícitas.

Especialistas e autoridades ressaltam que nomes incluídos nos documentos podem refletir referências profissionais, contatos ou aparições em registros que não necessariamente apontam envolvimento com o esquema criminoso que motivou a investigação original de Epstein.

A divulgação contínua desses arquivos tem gerado repercussão internacional e local, levantando debates sobre transparência, responsabilidade e interpretação correta das informações. Até o momento, nenhum dos brasileiros citados foi associado formalmente a crimes ligados ao caso Epstein.

O transporte escolar universitário de Vargem Alta tem sido alvo de reclamações por parte de estudantes que utilizam o serviço para se deslocar até instituições de ensino superior em Cachoeiro de Itapemirim. Segundo relatos, a linha atualmente realiza apenas o trajeto pela via principal, deixando de atender comunidades do interior do município.
Com isso, alunos que moram em regiões mais afastadas precisam depender de caronas de familiares e amigos para chegar até a rota principal e, somente então, conseguir acessar o ônibus universitário. A situação tem gerado dificuldades logísticas e insegurança quanto à regularidade do deslocamento diário.
No momento, o impacto do problema é menor porque apenas uma faculdade de Cachoeiro de Itapemirim retomou as aulas, enquanto outras duas instituições ainda estão em período de férias. Essa condição reduz temporariamente o número de estudantes utilizando o transporte.
No entanto, os universitários demonstram preocupação com o retorno total das atividades acadêmicas, quando a demanda pelo serviço deve aumentar de forma significativa. Eles temem que, sem ajustes na rota ou ampliação do atendimento, o transporte se torne insuficiente para atender todos os alunos.
Os estudantes esperam que a situação seja avaliada pelos responsáveis, buscando alternativas que garantam acesso igualitário ao transporte universitário, especialmente para quem reside em comunidades mais distantes da sede do município.

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